Páginas

Caracteristicas das florestas


Características das Florestas
As florestas plantadas são aquelas intencionalmente produzidas pelo ser humano.
 
Na grande maioria são florestas equiónias (com árvores da mesma idade), e formadas por uma única espécie (portanto, monocultura), embora haja exceções. Também na sua maioria, têm como objetivo a produção de produtos madeireiros, embora existam florestas plantadas com fins de recuperação de áreas degradadas e lazer, por exemplo.

Em geral, estas florestas são plantadas em grande escala por empresas que irão utilizar os produtos gerados.
 
No entanto, a questão de escala é relativa, e muda conforme regiões e países. em alguns locais, as florestas também são plantadas por pequenos proprietários e terras, para consumo próprio e venda da madeira, já que a floresta, ao contrário da maior parte das culturas agrícolas, não se perde tão facilmente com secas, chuvas excessivas e outras variações do clima.
 
Etapas

O objetivo desta seção é relacionar as etapas encontradas na maioria dos sistemas de produção de florestas plantadas. Primeiro, para fornecer uma visão geral do assunto; segundo, para incentivar a criação de novos artigos relacionados a cada etapa.


Mapeamento: Com o objetivo de criar condições para o planejamento e controle da floresta que será implantada, faz-se um mapeamento utilizando diversas técnicas como: Topografia (mais comum para pequenas áreas), Sensoriamento remoto, Geoprocessamento, Aerofotogrametria, entre outros. Os mapas gerados serão a base para a divisão da área em áreas de plantio, estradas, benfeitorias e áreas de preservação.


Planejamento: Vale fazer distinção de dois momentos de planejamento. O primeiro acontece antes da implantação da floresta, e é o que vai determinar as áreas de plantio, os métodos e recursos utilizados e um primeiro Cronograma. Seu objetivo é fazer com que o novo povoamento florestal atinja os objetivos para os quais está sendo iniciado. O segundo é o planejamento operacional, que acontece todos os anos, meses, ou com qualquer periodicidade que o(s) administrador(es) considere(m) necessário. Este visa a execução e acompanhamento das atividades necessárias para a sobrevivência da empresa.


Construção de Estradas: Para os produtores florestais, a estrada tem duas funções: locomoção (tanto de insumos e Máquinas quanto de madeira) e proteção, servindo de barreira para controlar o fogo em caso de incêndios. Sua localização é estudada para otimizar o transporte, evitando grandes declividades e áreas alagadiças, quando possível.


Preparo de solo: o preparo cria as condições ideais (ou mínimas) para o plantio e desenvolvimento da floresta. Os métodos dependem de vários fatores e precisam ser analisados em cada caso.
Preparação da Muda (ou semente)
Plantio: Pode-se plantar florestas por mudas ou sementes. A escolha depende mais da espécie escolhida e da tecnologia disponível.
Adubação: As plantas possuem necessidades nutricionais que nem todos os tipos de solo podem suprir. Como qualquer cultura agrícola, algumas florestas necessitam de fertilizantes. O número e épocas de aplicação varia com a situação.
Tratos culturais: outras atividades necessárias para o crescimento da floresta, e sua adequação aos objetivos de produção. Por exemplo: Poda-se os galhos inferiores para diminuir a formação de nós, visando produção madeira para serraria.
Inventário florestal: É a ação que busca conhecer a floresta para otimizar a sua utilização. É executado periódicamente ou meses antes do uso da floresta, e gera conhecimento qualitativo (quais espécies, condissões de sanidade, etc.) e quantitativo (quantidade de árvores, de volume de madeira, etc.) sobre o povoamento florestal.
Proteção florestal: Ações que visam proteger a floresta de incêndios, pragas, doenças e quaisquer elementos que ameacem a integridade do patrimônio florestal. Envolve monitoramento e intervenções quanto necessário.
Extração ou uso (para produtos não-madeireiros)
Colheita florestal: É a fase em que se retira da floresta o que foi produzido. Para o produto mais comum (madeira), os métodos evoluitam do manual (machados e serrotes manuais), passando pelo semi-mecanizado (motosseras), até chagar a uma intensa mecanização nos dias de hoje.
Transporte
Condução ou Reforma: Algumas espécies florestais (como o Eucalipto, por exemplo) podem brotar e crescer novamente depois de terem sido colhidas a utilização desses brotos chama-se condução. A reforma é o ato de plantar a floresta novamente. Para as espécies que permitem os dois tradamentos, a decisão de usar um ou outro considera vários aspectos e é importante para o sustento da atividade.

Livro Verde

 
Enquadramento Político-jurídico

A Comissão Europeia apresentou um Livro Verde sobre a Proteção das Florestas e a Informação Florestal, com o objetivo de lançar o debate sobre as possíveis abordagens da União Europeia (UE) tendo em vista preparar as florestas para as alterações climáticas.

Conforme refere aquele documento, “as alterações climáticas tiveram e terão um impacto em vários setores”, nomeadamente nas florestas e “dado que esse impacto terá consequências socioeconómicas e ambientais, importa assegurar desde já que as florestas da UE continuem a desempenhar todas as suas funções”.

Que desafios enfrentam, como pode a UE contribuir para lhes fazer face e de que informações adicionais necessitamos, são questões pertinentes para a definição de opções futuras de proteção das florestas e informação florestal na UE, aquando da revisão/atualização dos vários instrumentos da UE, do Plano de Ação da União Europeia para as Florestas e da Estratégia Florestal da UE, e que a Comissão Europeia coloca neste documento. A Comissão pretende ouvir as instituições da UE, dos Estados-Membros, dos cidadãos da UE e de outros interessados e recolher contributos que melhorem a informação e a orientem em relação a quaisquer ações adicionais a nível da UE, com vista a preparar melhor as florestas da UE para as alterações climáticas.

Neste sentido, promovemos a participação na discussão dos agentes do setor florestal português, tendo realizado para o efeito uma sessão de esclarecimento e de debate sobre as questões do Livro Verde.

Proteja a Floresta!!!!





Seja consciente proteja a floresta!!!!!




Proteja o Coração da Floresta!!!


 
 
 
 
 





Proteja a biodiversidade da Floresta!!!!

Amares


PROTECÇÃO FLORESTAL



Cerca de 37% do território do concelho de Amares é ocupado por florestas. Para além do valor económico, do emprego gerado, da paisagem, da biodiversidade, do património genético e da cultural são reconhecidos pelos munícipes e sociedade em geral.

O esforço de protecção e preservação da floresta deverá ser uma preocupação de todos, pois só desta forma poderemos encarar com optimismo a tarefa que nos confiaram.

A articulação dos meios e organismos que detêm a qualquer título intervenção na defesa da floresta contra incêndios é da competência da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI), conforme reconhece a Lei n.º 14/2004 de 8 de Maio da Assembleia da República.

Este documento representa um esforço de todos os intervenientes na defesa da floresta contra incêndios e efectiva um conjunto de normas e procedimentos acordados entre os diferente interlocutores, que visam agilizar e operacionalizar as diferentes tarefas de defesa da floresta contra incêndios.

Protecção Florestal


Protecção florestal
A floresta é um conjunto biológico sobre o qual impedem várias ameaças, das quais os incêndios florestais são uma das principais.


Para reduzir a dimensão desta ameaça, os principais proprietários florestais portugueses (Portucel e Altri) criaram a Afocelca, empresa que pretende minimizar os prejuízos resultantes dos incêndios florestais, através da criação de uma estrutura mais eficiente e dotada de maior flexibilidade na vigilância, alerta e apoio no combate aos incêndios florestais.

A estratégia de combate aos incêndios florestais assenta em quatro critérios técnicos:

Tempos de chegada: com o objectivo de controlar os incêndios na etapa nascente, deve-se actuar de forma que as unidades cheguem ao foco do incêndio no menor tempo possível independentemente da dimensão da brigada e/ou meio de mobilização.

Ataque inicial em massa (golpe único): consiste em fazer actuar todos os meios necessários para assegurar o controle e total extinção dos fogos no primeiro ataque e quando estes ainda se encontram no início.

Dano material: com o objectivo de dar prioridade às propriedades de maior valor e perante a simultaneidade dos factos dos fogos, é determinante o valor comercial das plantações, madeiras e outros bens ameaçados.

Perigo potencial: no mesmo sentido são determinantes as probabilidades de propagação do incêndio, para a avaliação das quais se consideram, entre outros factores, a topografia, o declive do terreno, o vento, os combustíveis e a vegetação em perigo.

Número total de visualizações de páginas